PROMOÇÃO ENCERRADA

A PlayArte e o Falha Nossa
convidaram
você a aprender esta lição!
Eles mandaram um e-mail
respondendo: Qual foi a maior lição da sua vida?
E concorreram a prêmios exclusivos do filme. Confira os prêmios e o
Resultado.
1º ao 20º lugar:
01 par de ingressos exclusivos do filme.
Albert Sihman - Rio de Janeiro / RJ
Andréa Coelho Lopes - Rio de Janeiro / RJ
Antonio José Veiga Roldão Junior - Rio de Janeiro / RJ
Camilla Comão Silva - Porto Alegre / RS
Cesar Augusto F. Júnior - Recife / PE
Christian Heine Maxime da Silva Lira - Salvador / BA
Edward Freire Saraiva De Melo - São Paulo / SP
Eloisa Helena Gualtieri Zancan - Santo André / SP
Gladys Gomes de Castro Piacente - São Paulo / SP
Irlândia Brito do Amor Divino - Salvador / BA
Janaina Luana Bertoldo Ramos - São Paulo / SP
Jeison Rosendo da Silva - São Paulo / SP
Johanna Retzler - São Paulo / SP
Kyung Im B. Park - São Paulo / SP
Monaliza Cristina da Silva Amciel - Natal / RN
Nanquita Isabel Milaheb - Belo Horizonte / MG
Richard Lisboa - Rio de Janeiro / RJ
Rodrigo Poi Junqueira - Araçatuba / SP
Thiago Jeferson Telles Ferreira - Rio de Janeiro / RJ
Valter Ferreira de Moraes Junior - Curitiba / PR
A PlayArte e o Falha Nossa
agradecem a participação de todos.


IMAGENS E
CURIOSIDADES
NOTAS DA PRODUÇÃO
Assim como muitos escritores, Tim McCanlies admite que vários dos
personagens de “Lições para Toda Vida” tiveram origem em seu
passado. “Quando era garoto, passei muitos verões com meu avô, que
era impertinente, parecido com os tios do filme”, ele recorda. E
continua: “Mas meu avô era durão, embora escondesse, lá no fundo,
um bocado de ternura. Para mim, garoto, ele parecia um homem
grande e é importante para uma criança crescer com uma figura
masculina forte e boa. Eu tentei imaginar o que é que homens
ensinam a garotos e lidar um pouco com isso no filme”.
“Lições para Toda Vida” acompanha as aventuras de um menino
introvertido, Walter (Haley Joel Osment), cuja mãe, Mae (Kyra
Sedgwick), o deixa para passar o verão com os tios-avós
mal-humorados e excêntricos, sendo o garoto marcado por uma vida
cheia de promessas não cumpridas.
Dois dos atores mais aclamados do cinema, Michael Caine e Robert
Duvall fazem os papéis de Garth e Hub McCann, os tios que vão
tomar conta de um garoto num verão no Texas, nos anos 60. Tim
McCanlies descreve Hub, papel de Duvall, como uma pessoa idosa
cujos feitos na juventude podem nos surpreender. “Uma vez que essa
parte de sua vida acabou, ele voltou à casa onde cresceu com o
irmão e se preparou para esperar a morte. Garth, papel de Michael
Caine, voltou para cuidar do irmão mais velho. Ele não tem nada de
concreto em sua vida agora”, diz McCanlies.
Para Hub, ficar velho é um desconforto. “Não é a velhice que o
incomoda, mas sim tornar-se inútil”, ressalta Robert Duvall. E
acrescenta: “Eles se sentem inúteis, mas gostariam de não ser
inúteis. Gostariam de fazer outras coisas. Falam da morte e do
envelhecer, embora tentem se manter ativos. Garth recebe a tiros
os vendedores que, supostamente, querem lhes vender coisas. Não os
mata, mas os assusta. É essa a função dos vendedores, quebrar a
rotina do dia”.
Inicialmente irritado com os modos rudes e sem educação do tios,
Walter aos poucos se entrosa, ajuda-os no jardim e também a cuidar
dos cinco cachorros esquálidos e de um porco, até os encorajando a
gastar um pouco dos milhões que, comenta-se, eles têm escondidos,
antes que seja muito tarde. Infelizmente, não são bons compradores
e, quando acabam comprando um leão para caçar, este é um leão de
“segunda mão” – cansado, inútil e doente.
Walter vê no leão uma coisa que ninguém vê – assim como vê mais
coisas nos tios do que o dinheiro que eles têm. Quando descobre
uma foto antiga de uma bela mulher, Walter fica fascinado com o
que os tios foram. Supostamente ladrões de bancos, assassinos da
máfia ou criminosos de guerra nazistas, o passado deles é um
mistério para Walter descobrir.
O
menino pergunta a Garth sobre a mulher da foto e fica sabendo que
seu nome é Jasmine, uma princesa que Hub conheceu e por quem se
apaixonou quando os dois irmãos serviam na Legião Estrangeira no
Norte da África. “No filme estão as lembranças dos tios quando bem
jovens, contadas a Walter e vistas através da imaginação do
menino”, explica o produtor Corey Sienega. E completa: “Essas
seqüências de aventura são ao estilo de antigos seriados, filmes
como ‘O Ladrão de Bagdá’, com o tom de ‘Indiana Jones’. São
histórias de grandes aventureiros. Walter não é de aventuras, mas
as histórias dos tios despertam isso nele”.
Michael Caine descreve Garth McCann como “alguém que está sempre
falando”. Ele prossegue: “Está sempre contando a Walter a história
de Hub, e o menino não sabe se ele está mentindo. Mas o garoto tem
imaginação. Ele compreende e aprende”.
Haley Joel Osment diz acerca de seu personagem: “Walter é uma
dessas pessoas que observam. Em toda sua vida, nunca acreditou em
nada. A experiência de passar o verão com os tios muda sua vida e
ele se torna um homem, alguém com convicção”.
A
história de amor entre Hub e Jasmine significa muitíssimo para
Walter; ele fica encantado pelas histórias exóticas e as
lembranças mexem com seu espírito. Tim McCanlies comenta: “São
lendas ao estilo de As Mil e Uma Noites, e é assim que Walter as
vê e imagina. São como um garoto imaginaria, com influência de
gibis e filmes dos anos 40 e 50. Mas essas seqüências também
representam algumas das lições que os tios estão tentando ensinar
a Walter – o que um homem faz e como um homem ajuda a si mesmo”.
Kyra Sedgwick descreve sua personagem, a mãe de Walter, como
“ambígua”. “Acho que ela tem boas intenções, mas continua a
cometer erros. Era difícil não ter marido em 1962, sendo bonita e
jovem. Ela é triste e patética, porém engraçada”, diz a atriz.
A
mãe de Walter lhe contou várias mentiras e ele chega à casa dos
tios sem saber em quê acreditar. Hub diz a ele que, só porque
alguma coisa não é verdadeira, não há razão para não acreditar
nela. Robert Duvall esclarece: “Na lógica de Hub, as coisas que as
pessoas consideram verdade não são as melhores coisas da vida.
Dinheiro e poder não significam nada, e coragem, honra e virtude
significam tudo. Não para imitar as ações dos outros, mas para
ficar num padrão mais alto. E as coisas que podem ou não ser
verdade são as coisas em que você mais precisa acreditar”.
Duvall continua: “Mesmo depois de amedrontar os jovens arruaceiros
que escarnecem dele, Hub os leva para casa e lhes dá comida; fazem
as pazes e ele lhes faz discursos sobre como tornar-se um homem.
Então os manda seguir seu caminho”.
Michael Caine diz que, depois de 40 anos no mesmo lugar, Hub e
Garth se convenceram de que são inúteis. Porém, ao darem a Walter
alguma coisa em que acreditar, eles também passam a ter uma certa
esperança. “O filme fala de dois velhos que voltaram ao Texas para
morrer”, resume Caine. E acrescenta: “E mesmo assim fazem coisas
incríveis pelo garoto. Eles o fazem mudar e ele os muda,
convencendo-os que eles ainda são úteis. E isso é que é
sensacional na história”.
Desde que o roteirista e diretor Tim McCanlies viu Haley Joel
Osment em “O Sexto Sentido”, quis que o menino interpretasse
Walter. A produtora executiva Karen Loop, da equipe de David
Kirschner, levou o projeto ao agente de Osment, que o repassou ao
pai do ator, Eugene Osment. Pai e filho leram o roteiro e
decidiram assinar o contrato. Isto imediatamente abriu portas para
o projeto.
McCanlies diz que o jovem Osment é um ator que “realmente tem
todas as nuances necessárias a um ator”. “Gosto de brincar que ele
é a única pessoa que conhece o roteiro melhor que eu. Numa cena,
ele sabe as falas do outro ator e todas as marcas. É muito
impressionante”, destaca.
O
diretor se lembra de ter visto na televisão a chegada à festa do
Oscar, quando Michael Caine e Haley Joel Osment se encontraram e
conversaram sobre o famoso tapete vermelho. Foi no ano em que
ambos foram indicados ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante (Caine
por “Regras da Vida” e Osment por “O Sexto Sentido”). “Eu tinha
terminado o roteiro de ‘Lições para Toda Vida’, e lá estava
Michael, tão grande, e o jovem Haley, tão pequeno, e tive essa
estranha premonição, ‘Meu Deus, esse é o meu elenco’”, lembra
McCanlies.
O
produtor David Kirschner lembra-se de ver a festa do Oscar nesse
ano. “Quando Michael aceitou seu prêmio, do palco destacou Haley
como talento surpreendente; assim, fomos felizes em ter os dois
juntos no filme”.
Michael Caine viu o roteiro numa publicação que listava “Os Dez
Melhores Roteiros Já Feitos Para o Cinema”. “’Lições para Toda
Vida’ era o número um. É um roteiro maravilhoso. Quando falei com
Tim a primeira vez sobre o filme, sua maior preocupação era Haley
crescer antes de ele conseguir o financiamento”, recorda o ator.
Um
tempo depois, já com Caine e Osment no projeto, os realizadores
mandaram o roteiro para Robert Duvall. McCanlies conta que Duvall
era um dos seus atores favoritos quando era jovem no Texas. “Ele é
uma espécie de ator padroeiro do estado do Texas – com “A Força do
Carinho”, “O Poderoso Chefão”, “Apocalypse Now” e “O Sol É para
Todos. Sempre esteve no topo da minha lista. Ele me telefonou na
segunda seguinte e disse, ‘Estou nessa’. Logo tínhamos uma data
para começar”, conta.
Scott Ross, fundador e CEO da Digital Domain, David Kirschner e
Corey Sienega por vários anos falaram em trabalhar em um projeto.
“Especialmente porque Kirschner tinha preferência por filmes
voltados para a família, e esse gênero freqüentemente tem
elementos de fantasia”, comenta Ross. E acrescenta: “E imagine
que, depois de examinar vários projetos em diferentes estágios de
desenvolvimento, o primeiro que fizemos é um filme com poucos
efeitos visuais”.
“Num filme intimista como ‘Lições para Toda Vida’, que não pede
muitos efeitos visuais, precisávamos de alguém que trouxesse a
alta qualidade de companhias de grande efeitos visuais”, diz o
produtor Corey Sienega. Ross juntou-se à equipe como produtor e
Kevin Cooper, encarregado do desenvolvimento de filmes para a
Digital Domain, ficou como produtor executivo. “Mais do que
participar apenas como empresa de efeitos visuais, Scott e Kevin
realmente investiram no projeto e se apaixonaram por ele como
nós”, enfatiza Sienega.
Ross comenta: “Como produtores, sentimos que o público ansiava por
ver um filme com a capacidade de tocar a alma das pessoas”..
Fonte: Play Arte